quarta-feira, 6 de maio de 2026

Português #8 - Funções do "que" e do "se"

Olá estudante! Neste tópico, você verá as funções que duas conjunções muito cobradas em concursos podem exercer. Estou falando das conjunções "que" e "se", que têm uma taxa alta de cobrança nas provas por conta de suas altas flexibilidades, pois podem ser aplicadas em vários contextos com várias funções, geralmente caindo na parte de interpretação textual. Então, vamos as funções de cada uma abaixo:



FUNÇÕES DO "QUE"

Interjeição: Nesse caso, a partícula é sempre acentuada e seguida de exclamação ("quê!"), sem exercer função sintática, sinalizando apenas espanto, surpresa ou admiração.

Substantivo: Nesse caso, equivale ao termo "alguma coisa", exercendo a função de substantivo, e portanto, vindo acompanhado com um artigo determinante. Também deve vir acentuado ("quê").

Preposição: Não exerce função sintática, mas transmite uma ideia de dever ou necessidade, uma vez que liga dois verbos de uma locução em que o verbo auxiliar é ter ("tenho que comprar uma camisa nova").

Advérbio: Equivalente a palavra "quão", podendo ser advérbio de modo ou de intensidade.

Pronome Relativo: Equivale a "o qual", retomando um termo anterior no enunciado, ligando partes do texto.

Pronome Interrogativo: Aparecendo em perguntas, exerce a função de substantivo.

Partícula de realce: Apenas realça o discurso, podendo ter sua existência opcional na oração.

Conjunção: Sem exercer funções sintáticas, estabelece uma relação entre duas orações, seja de forma coordenativa ou de forma subordinativa. No segundo caso, estabelece uma relação entre a oração principal e a oração subordinada onde esta em relação à oração principal pode ser dos subtipos causal, comparativa, concessiva, consecutiva, explicativa, temporal, final ou integrante.


FUNÇÕES DO "SE"


Conjunção Subordinativa: Não exerce função sintática. Pode ser integrante (que inicia uma oração subordinada substantiva), condicional adverbial (que levanta uma hipótese, equivalendo a palavra "caso"), adverbial causal (que aponta a causa da ocorrência mostrada na oração principal, equivalendo a "já que"), adverbial concessiva (que aponta um fato contrário à ideia remanescente da oração principal, tendo o sentido da palavra "embora").

Substantivo: É um caso de derivação imprópria, o que faz com que a palavra "se" fique escrita entre as aspas.

Sujeito do verbo no infinitivo: Ocorre em orações reduzidas do infinitivo que complementam os verbos causativos e sensitivos, sendo o sujeito da oração do infinitivo após sua aparição.

Partícula Integrante do Verbo: Integra o verbo, acompanhando-o em suas flexões, mas sem exercer função sintática, como em lembrar-se ou queixar-se. 

Pronome Reflexivo: Equivale a "si mesmo" em orações reflexivas, onde o sujeito pratica e recebe a ação.

Pronome Recíproco: Equivale a "um ao outro", passando uma ideia mútua, forçando o verbo que o acompanha a estar no plural por conta desse contexto.

Pronome Apassivador: Ocorre na voz passiva sintética, formada por um verbo transitivo direto ou direto/indireto, seguidos de "se". Nesse caso, é possível passar a ação verbal para a voz passiva analítica (ser/estar + particípio). Não há um objeto direto para o verbo, pois o alvo da ação é o sujeito paciente, com o qual o verbo deverá concordar.

Índice de indeterminação do sujeito: Nesse caso, vem ligado a verbos intransitivos, transitivos indiretos, ou verbos de ligação, indeterminando o sujeito em todos os casos (o sujeito existe mas está implícito). A frase nesse caso precisa estar na voz ativa, e não admite conversão para a voz passiva (analítica). O verbo nesse caso estará obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.






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