quarta-feira, 6 de maio de 2026

Informática #1 - Malwares

Olá estudante! Neste tópico falaremos sobre os malwares, que são as ameaças virtuais propagáveis e de funcionalidade oculta desenvolvidas com o intuito de executar atividades maliciosas em computadores e smartphones. Os malwares mais comuns (e suas características) são os seguintes:


1 - Vírus:

Vírus é um software malicioso que atua se replicando e infectando arquivos e programas de computadores, corrompendo informações por ocupar espaços de memória de forma progressiva, incluindo espaços que não deveria ocupar. Geralmente vem anexado a um arquivo ou programa, sendo ativado apenas quando o mesmo é executado. Eles não são autossuficientes, ou seja, sempre virão acompanhando um arquivo hospedeiro. 

Possuem três partes: o mecanismo de infecção, que são os meios pelos quais o vírus se propaga e pode se reproduzir; o mecanismo de ativação, que é a condição ou evento que determina quando o vírus será ativado ou entregue; e a carga útil (que é seu efeito e conjunto de danos que pode causar). 


2 - Cavalo de Tróia:

Clássico da informática dos anos 2000, é um malware que infecta um computador por estar disfarçado de um software legítimo e aparentemente útil, sendo ativado apenas quando o suposto software "do bem" é executado. Uma dica para combater esse tipo de infestação é estar atento se as extensões dos arquivos fazem sentido com o tipo ou tamanho de arquivo que está sendo baixado (por exemplo, uma música no formato exe provavelmente é um trojan, ou um jogo que é muito mais leve do que deveria). 

Os cavalos de Tróia não são capazes de se executarem automaticamente e frequentemente abrem backdoors do sistema (portas dos fundos), para que outros malwares com funções distintas possam acessar o sistema mais facilmente. Exemplos: RAT (que controla o sistema infectado remotamente), banking (que rouba dados bancários), keylogger (que captura as senhas digitadas no teclado), downloader (que baixa outros malwares sem que o usuário perceba).



3 - Worm:

Worm é um programa independente (o que já o difere dos vírus por exemplo) que é capaz de se autorreplicar em sistemas informatizados sem precisar de um hospedeiro para isso, explorando apenas as falhas e vulnerabilidades do sistema afetado, podendo assim causar grandes prejuízos, sem nem precisar ser ativado por execução, pois ele já entra causando estragos ao "pisar" em um sistema. O bot é um exemplo clássico de worm, por ser controlado por um usuário malicioso remoto.


4 - Spyware: 

Malware que se infiltra em sistemas computacionais, coletando informações pessoais ou confidenciais de qualquer usuário desse sistema afetado sem o seu conhecimento ou consentimento. O keylogger, por exemplo, grava as teclas digitadas pelo usuário, enquanto o screenlogger grava aonde o usuário clica nas telas em que ele acessa. Cookie tracker grava os cookies permitidos pelo usuário para usá-los como quiser depois, enquanto os adwares exibem anúncios de forma indesejada nas telas dos usuários infectados.


5 - Ramsomware:

É um software capaz de "sequestrar" documentos e arquivos importantes do usuário, tornando-os inacessíveis com uso de criptografia e só liberando o acesso novamente após pagamentos. É capaz em alguns casos de até mesmo impedir o acesso do usuário ao sistema. O backup regular é a melhor forma de lidar com essa situação, para garantir que você tenha acesso aos seus arquivos em algum servidor extra, como nas nuvens.


6 - Rootkit:

Código que não causa danos diretos ao computador, mas assegura que outros malwares possam atuar de forma escondida, sendo muito furtivos e difíceis de detectar, pois operam com privilégios do sistema, resistem a tentativas de remoção e ficam alterando os componentes do sistema em benefício próprio, como desativar antivírus quando quiser por exemplo.


7 - Hijacker:

Atua em navegadores, geralmente alterando suas páginas iniciais, abrindo pop-ups indesejados, instalando barras de ferramentas, extensões, mudando ferramentas de pesquisa, forçando a abertura de sites e impedindo a abertura de outros pelos usuários.


8 - Phishing:

Não é um malware, mas sim uma forma de pesca virtual, geralmente por meio de engenharia social, onde a vítima recebe um SMS ou email aparentemente legítimo de um alguém importante e que todos têm acesso, como bancos, contendo um link de acesso aparentemente legítimo e original, mas que na verdade apenas captura os dados fornecidos pelos usuários, como senhas, rg, cpf. Nesse caso, o importante é checar a veracidade das informações, como por exemplo se o serviço cobra mesmo uma taxa ou é executável via remota. 

Português #8 - Funções do "que" e do "se"

Olá estudante! Neste tópico, você verá as funções que duas conjunções muito cobradas em concursos podem exercer. Estou falando das conjunções "que" e "se", que têm uma taxa alta de cobrança nas provas por conta de suas altas flexibilidades, pois podem ser aplicadas em vários contextos com várias funções, geralmente caindo na parte de interpretação textual. Então, vamos as funções de cada uma abaixo:



FUNÇÕES DO "QUE"

Interjeição: Nesse caso, a partícula é sempre acentuada e seguida de exclamação ("quê!"), sem exercer função sintática, sinalizando apenas espanto, surpresa ou admiração.

Substantivo: Nesse caso, equivale ao termo "alguma coisa", exercendo a função de substantivo, e portanto, vindo acompanhado com um artigo determinante. Também deve vir acentuado ("quê").

Preposição: Não exerce função sintática, mas transmite uma ideia de dever ou necessidade, uma vez que liga dois verbos de uma locução em que o verbo auxiliar é ter ("tenho que comprar uma camisa nova").

Advérbio: Equivalente a palavra "quão", podendo ser advérbio de modo ou de intensidade.

Pronome Relativo: Equivale a "o qual", retomando um termo anterior no enunciado, ligando partes do texto.

Pronome Interrogativo: Aparecendo em perguntas, exerce a função de substantivo.

Partícula de realce: Apenas realça o discurso, podendo ter sua existência opcional na oração.

Conjunção: Sem exercer funções sintáticas, estabelece uma relação entre duas orações, seja de forma coordenativa ou de forma subordinativa. No segundo caso, estabelece uma relação entre a oração principal e a oração subordinada onde esta em relação à oração principal pode ser dos subtipos causal, comparativa, concessiva, consecutiva, explicativa, temporal, final ou integrante.


FUNÇÕES DO "SE"


Conjunção Subordinativa: Não exerce função sintática. Pode ser integrante (que inicia uma oração subordinada substantiva), condicional adverbial (que levanta uma hipótese, equivalendo a palavra "caso"), adverbial causal (que aponta a causa da ocorrência mostrada na oração principal, equivalendo a "já que"), adverbial concessiva (que aponta um fato contrário à ideia remanescente da oração principal, tendo o sentido da palavra "embora").

Substantivo: É um caso de derivação imprópria, o que faz com que a palavra "se" fique escrita entre as aspas.

Sujeito do verbo no infinitivo: Ocorre em orações reduzidas do infinitivo que complementam os verbos causativos e sensitivos, sendo o sujeito da oração do infinitivo após sua aparição.

Partícula Integrante do Verbo: Integra o verbo, acompanhando-o em suas flexões, mas sem exercer função sintática, como em lembrar-se ou queixar-se. 

Pronome Reflexivo: Equivale a "si mesmo" em orações reflexivas, onde o sujeito pratica e recebe a ação.

Pronome Recíproco: Equivale a "um ao outro", passando uma ideia mútua, forçando o verbo que o acompanha a estar no plural por conta desse contexto.

Pronome Apassivador: Ocorre na voz passiva sintética, formada por um verbo transitivo direto ou direto/indireto, seguidos de "se". Nesse caso, é possível passar a ação verbal para a voz passiva analítica (ser/estar + particípio). Não há um objeto direto para o verbo, pois o alvo da ação é o sujeito paciente, com o qual o verbo deverá concordar.

Índice de indeterminação do sujeito: Nesse caso, vem ligado a verbos intransitivos, transitivos indiretos, ou verbos de ligação, indeterminando o sujeito em todos os casos (o sujeito existe mas está implícito). A frase nesse caso precisa estar na voz ativa, e não admite conversão para a voz passiva (analítica). O verbo nesse caso estará obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.






segunda-feira, 4 de maio de 2026

Português #7 - Semântica e relações entre palavras

Olá estudante! Nesta postagem você verá um pouco sobre a semântica, que é o ramo da linguística que estuda o significado das palavras. 

Sinônimos: Palavras com significados semelhantes, como andar e caminhar ou fraco e frágil.
Antônimos: Palavras com significados contrários, como claro e escuro ou bem e mal.

Homônimos: Palavras com significado diferente que partilham ou a mesma grafia, ou a mesma pronúncia, ou ambas iguais. Se tiverem apenas a mesma grafia, como em molho (caldo) e molho (verbo molhar), mas pronúncia diferente então eles são homógrafos. Se tiverem a mesma pronúncia, como em sinto (verbo sentir) ou cinto (acessório), eles são homófonos. Já se tiverem a mesma grafia e pronúncia, são ditos homônimos perfeitos, como em rio (curso de água) ou rio (de dar risada). 

Parônimos: Palavras de escrita e pronúncia parecidas, mas significados bem distintos, como em soar (de som) e suar (de suor).

Polissemia é a capacidade de uma palavra ter mais de um significado, como banco, que pode ser de dinheiro ou de sentar.


Hiperonímia: Relação que ocorre quando uma palavra possui um sentido que engloba um conjunto de outras palavras com sentido mais específico, chamadas de hiponômios. Ex: Inseto é hiperonômio para borboleta e mariposa, que são hiponômios.

Conotação: Sentido virtual, figurado e subjetivo da palavra, dependendo do contexto em que ela está inserida no discurso. Típica de textos poéticos e histórias. Ex: Fulano agiu como um porco.

Denotação: É o sentido literal da palavra, como está rotulada em dicionário, sendo usada em textos mais informativos e menos poéticos. Ex: O porco é cor de rosa e tem duas orelhas.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Português #6 - Coesão e Coerência Textual

Olá estudante! Neste tópico, você verá um breve conceito sobre a coesão e coerência textual, que formam uma peça importante na compreensão do leitor, e consequentemente, aumentar suas chances de sucesso em provas.



COESÃO TEXTUAL


É o resultado da disposição e correta utilização das palavras que propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos e de um texto, colaborando com sua organização. Pode ser obtida com elementos anafóricos, que fazem referência a componentes anteriores do texto, ou com elementos catafóricos, que referenciam palavras do texto que ainda estarão por aparecer. São mecanismos de coesão a referência, a substituição, a elipse, a conjunção e a coesão lexical, das quais falaremos a seguir:


Referência: Usa elementos diferentes de uma determinada palavra, como pronomes, para evitar que tal palavra se repita muitas vezes em um determinado texto. Pode ser do tipo pessoal, usando pronomes pessoais e possessivos; Demonstrativa, usando pronomes demonstrativos ou advérbios; ou comparativa, usando sinônimos.

Substituição: Substitui elementos repetidos no texto, assim como a referência, mas faz a tarefa adicional de acrescentar informações novas ao texto por meio dessa substituição.

Elipse: Ocultação de componentes textuais que estão se repetindo no texto e que sejam facilmente perceptíveis ao leitor por meio somente da leitura e compreensão do contexto em que está inserido.

Conjunção: É um termo gramatical que liga orações, estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação entre elas.

Coesão Lexical: Uso de palavras que possuem sentido aproximado ou campo lexical semelhante, como sinônimos, hiperônimos ou nomes genéricos, para também evitar que uma determinada palavra se repita muitas vezes no texto, deixando-o com uma leitura cansativa.



COERÊNCIA TEXTUAL


É a relação lógica das ideias de um texto que decorre de sua argumentação, sendo um resultado dos conhecimentos dos transmissores da mensagem. A sua falta pode comprometer a clareza do discurso, sua fluência, e a eficácia da leitura. Conhecimento de mundo, inferências, contextos e capacidade de informação são fatores de coerência, que segue os princípios da não-contradição, evitar ideias redundantes e abraçar ideias relevantes.


OBS: A grande diferença entre coesão e coerência está na relação que ambas possuem com o texto, tendo a coesão uma relação mais interna e voltada para aspectos gramaticais do texto, enquanto a coerência tem uma relação mais externa e voltada para aspectos lógicos e cognitivos.


sábado, 25 de abril de 2026

Português #5 - Colocação pronominal

Olá estudante! Usar os pronomes de forma adequada é importante para a correta escrita e compreensão do texto. Os pronomes oblíquos (me, te, se, nos, vos, o(s), a(s), lhes) átonos acompanham os verbos antes deles (na próclise), após eles (na ênclise) ou no meio deles (mesóclise), seguindo algumas regras, das quais falaremos a seguir:


PRÓCLISE (Pronome antes do Verbo)

Obrigatória sempre que houver palavras no texto que atraiam o pronome para antes do verbo, a exemplo de:

Palavras de negação. Ex: Ninguém o quer aqui.

Advérbios em geral. Ex: Sempre me ocupo, aqui se come bem.

Pronomes relativos. Ex: Existem problemas que são angustiantes.

Pronomes indefinidos. Ex: Tudo se resolve, cada um me dê um abraço.

Pronomes demonstrativos: Ex: Isto me enoja.

Conjunções subordinativas. Ex: Quando lhe contar a verdade desmairás.

Orações interrogativas e exclamativas. Ex: Quem te indicou? Como te enganas!

Com gerúndios regidos pela preposição EM. Ex: Em se tratando de saúde, todo cuidado é pouco.

Em infinitivos impessoais precedidos de preposição. Ex: Não te censuro por te portares assim.



MESÓCLISE (Pronome no meio do verbo):

Ocorre apenas nos verbos escritos no futuro, tanto do presente como do pretérito. Ex: Sentar-me-ei aqui, sentar-me-ia acolá. Qualquer verbo regido de pronome oblíquo no futuro DEVE usar mesóclise.



ÊNCLISE (Pronome após o verbo):

Usada em inícios de frases. Ex: Fale-me mais a respeito.

Usada em gerúndios. Ex: Torturando-o assim, só perderá tempo.

Usada no modo imperativo. Ex: Todos vocês, sigam-me agora!

Usada em infinitivos não-flexionados. Ex: Começou a maldizê-la.











Português #4 - Uso especial de algumas letras

Olá estudante! Por incrível que pareça, não existem muitas regras em nossa língua portuguesa para a grafia de palavras, o que torna imprescindível de fato, ter hábitos regulares de leitura de artigos escritos, livros, ebooks, ou qualquer material que seja bem escrito, para assimilar aos poucos as regras complexas de nosso idioma. Mas algumas letras em especial possuem certas condições de uso que serão listadas a seguir:


USO DE Z E DE S:

- O Sufixo "OSO" e suas variações (osos, osa, osas), sempre se escrevem com S. Exs: gelatinoso, aquosa, maravilhosas, gostosos. 

- Os sufixos EZ e EZA, sempre escritos com Z, formam substantivos derivados de adjetivos. Exs: limpeza (vem de limpo), beleza (bem de belo), honradez (vem de honrado).

- Os sufixos ÊS, ESA e ISA, sempre escritos com S, indicam nacionalidade, posição social ou profissão. Exs: Holandês, milanesa, baronesa, poetisa.

- O sufixo IZAR forma verbos a partir de substantivos. Ex: Útil e utilizar, moderno e modernizar.

- TODAS as variações dos verbos USAR, QUERER e PÔR utilizarão a letra S, jamais a letra Z.

- O som de "zê" depois de ditongos é sempre escrito com S, como em sousa, causa, lousa, etc.

- Os diminutivos de palavras que já possuem S em sua escrita são escritos também com S, e não com Z, que é a letra mais usada nessa situação. Ex: japonesinho, neusinha.

- Palavras de origem árabe, como alfazema e azeite, sempre se escrevem com Z.


USO DO Ç:

A cedilha é usada em palavras de origem árabe, indígena e africana. Exs: caçula, miçanga, açougue.


USO DE X:

Após ditongos onde vem o som de X, como em frouxo, caixa e peixe. Nunca se escreve esses sons de X com CH. 

Após palavras iniciadas com "EN", como enxaguar e enxoval. Não se usa o X, apenas nas palavras encher (e suas variações), enchova e encharcar (ou qualquer derivado de charco).

Após palavras começadas com "ME" tendo o som de X em seguida, como em mexer, mexerica e mexilhão. A exceção dessa regra está na palavra mecha (de cabelo).


USO DE J E G:

O J é usado geralmente em palavras de origem africana ou indígena, como pajé, cajá, canjica. A exceção, que permite usar G, são nas palavras Álgebra e Sergipe.

A terminação GEM é sempre escrita com G, como viagem, paisagem, visagem e imagem. As exceções são nas palavras pajem, lambujem e viajem (essa última usada como tempo verbal).

Português #3 - Emprego dos Sinais de Pontuação

Olá estudante! Note, ao ler qualquer texto em nosso idioma, que ele estará repleto de sinais de pontuação dos mais variados tipos. Isso é importante para facilitar a leitura e a compreensão do texto, uma vez que entonações, estruturas e outros fatores de compreensão correta do texto estão atrelados ao correto uso dos sinais de pontuação, o que faz com que esse assunto seja abordado em vestibulares e concursos com alta frequência tendo em vista que a interpretação de texto é sempre cobrada e está ligada a este tema. A seguir, os principais sinais de pontuação e seus modos de uso em textos:


PONTO (.): É usado para indicar o término de uma oração, ou em abreviaturas que não são siglas (como o termo etc.).


DOIS PONTOS (:): Usados para anunciar e introduzir uma citação, proceder listas e enumerações, ou até mesmo indicar exemplificações ou esclarecimentos.


PONTO-E-VÍRGULA (;): Indica uma pausa intermediária, mais branda que a pausa do ponto, porém mais firme do que a pausa exercida pela vírgula, o que a torna indicada para separar: diferentes itens enumerados em uma lista (como esta de suas funções); orações simétricas entre si ou orações coordenadas que já possuem marcação de vírgula em seu interior e precisam de uma nova pausa no ritmo.


PONTO DE INTERROGAÇÃO (?): Usado no final das frases interrogativas, indicando a existência de uma pergunta no texto.


PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!): Usado em frases exclamativas, dando um tom mais sentimental e dramático ao discurso, podendo indicar também ordens em orações imperativas, além de ser usadas em interjeições.


RETICÊNCIAS (...): Indicam uma interrupção mais vaga da frase, normalmente demonstrando estados emocionais que permitem ao leitor completar o enunciado de acordo com o contexto que vem sendo introduzido anteriormente. Também indicam a supressão de uma sequência muito longa de itens para ajudar no uso racional do texto.


ASPAS (" "):  Servem para isolar qualquer parte do texto que não foi de origem do seu autor, como em falas e citações; Servem para enfatizar alguma expressão e dar uma entonação diferente ao texto; Indicam palavras novas, gírias ou neologismos no texto.


PARÊNTESES ( () ): Usados para isolar uma reflexão, um comentário, uma explicação paralela, indicando por exemplo alguma informação relevante.


TRAVESSÃO ( --- ): Indicam falas de personagens no texto quando usado apenas uma cópia, ou intercalações ou explicações dentro de uma frase quando utilizado de forma dupla, neste caso, copiando a função que os parênteses possuem.


APÓSTROFO ('): Usado na supressão de letras ou palavras, como em Pingo d'água.


HÍFEN (-): Usado para unir palavras compostas (sempre um prefixo primeiro e um sufixo em seguida) quando estas não conseguem expressar juntas uma noção de unidade, como guarda-chuva, palavras com o prefixo acentuado, como em pré-natal, pós-operatório; ligando pronomes a verbos, como em "disse-me" ou em expressões cujo prefixo termina com a mesma vogal que começa o sufixo, como em Micro-ondas.

OBS: Não deve-se usar hífen em palavras compostas que passam o sentido de unidade juntas, quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal que inicia o sufixo, ou quando o prefixo termina com uma vogal (Ex: Antiaéreo) e o sufixo começa com R ou S, que serão dobrados (Ex: Minissaia). Os termos compostos com prefixo "co" e sufixo começado em "o" não aceitam hífen, como em cooperar.



VÍRGULA (,): Marca pausas no ritmo da oração, sendo capaz de: 

- Separar termos coordenados (Ex: A poesia, a dança, a música alegram a vida);
- Separar apostos de seus vocativos (Ex: John, o líder, adiou a escolha);
- Indicar inversões na ordem esperada do texto, como lugar antes de datas ou frases iniciadas com adjunto adverbial (Ex: Durante a reunião, foi escolhido o candidato);
- Indicar intercalações de expressões explicativas, de adjunto adverbial ou de conjunção (Exs: Ele só sai da casa, por exemplo, depois da meia noite. Suas finanças, naquela época, já não estavam bem. Não posso, todavia, pagar os livros que desejo.);
- Indicar que o verbo está oculto pelo contexto do texto (Ex: Nós preferimos São Paulo e vocês, o Rio);
- Separar orações coordenadas assindéticas (Ex: Pulou o muro, atravessou a rua, escondeu-se no matagal);
- Separa orações coordenadas sindéticas, desde que não comecem por "e" e "nem" (Exs: Amo, logo insisto; Não só estuda, mas também trabalha.);
- Separa orações coordenadas sindéticas começadas por "e" e "nem" quando os sujeitos dessas orações forem diferentes ou quando se quer enfatizar algo no discurso (Exs: Horácio praticou o furto, e eu fui punido; Nem estuda, nem trabalha, nem faz nada que preste.);
- Separa orações subordinadas adverbiais (Ex: Quando a noite cai, todos saem à rua);
- Separa orações subordinadas adjetivas explicativas (Ex: O leite, que é nutritivo, faz bem à saude);

OBS: NUNCA se separa as adjetivas restritivas (Ex: as mulheres que amamentam podem passar na frente pela fila), nem as subordinadas substantivas (Ex: sabemos que o calor pode dilatar os corpos).

- Separa orações subordinadas reduzidas de suas principais quando não são transformadas em substantivas. (Ex: Chegando o carregamento, avise-me).

Uma dica para as vírgulas em provas é ver se seu uso ou a sua ausência dão um tom estranho ao que está sendo lido no texto naquele momento. Se isso acontecer, é provável que seu uso esteja errado ou seja necessário.



Informática #1 - Malwares

Olá estudante! Neste tópico falaremos sobre os malwares, que são as ameaças virtuais propagáveis e de funcionalidade oculta desenvolvidas co...