quarta-feira, 29 de abril de 2026

Português #6 - Coesão e Coerência Textual

Olá estudante! Neste tópico, você verá um breve conceito sobre a coesão e coerência textual, que formam uma peça importante na compreensão do leitor, e consequentemente, aumentar suas chances de sucesso em provas.



COESÃO TEXTUAL


É o resultado da disposição e correta utilização das palavras que propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos e de um texto, colaborando com sua organização. Pode ser obtida com elementos anafóricos, que fazem referência a componentes anteriores do texto, ou com elementos catafóricos, que referenciam palavras do texto que ainda estarão por aparecer. São mecanismos de coesão a referência, a substituição, a elipse, a conjunção e a coesão lexical, das quais falaremos a seguir:


Referência: Usa elementos diferentes de uma determinada palavra, como pronomes, para evitar que tal palavra se repita muitas vezes em um determinado texto. Pode ser do tipo pessoal, usando pronomes pessoais e possessivos; Demonstrativa, usando pronomes demonstrativos ou advérbios; ou comparativa, usando sinônimos.

Substituição: Substitui elementos repetidos no texto, assim como a referência, mas faz a tarefa adicional de acrescentar informações novas ao texto por meio dessa substituição.

Elipse: Ocultação de componentes textuais que estão se repetindo no texto e que sejam facilmente perceptíveis ao leitor por meio somente da leitura e compreensão do contexto em que está inserido.

Conjunção: É um termo gramatical que liga orações, estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação entre elas.

Coesão Lexical: Uso de palavras que possuem sentido aproximado ou campo lexical semelhante, como sinônimos, hiperônimos ou nomes genéricos, para também evitar que uma determinada palavra se repita muitas vezes no texto, deixando-o com uma leitura cansativa.



COERÊNCIA TEXTUAL


É a relação lógica das ideias de um texto que decorre de sua argumentação, sendo um resultado dos conhecimentos dos transmissores da mensagem. A sua falta pode comprometer a clareza do discurso, sua fluência, e a eficácia da leitura. Conhecimento de mundo, inferências, contextos e capacidade de informação são fatores de coerência, que segue os princípios da não-contradição, evitar ideias redundantes e abraçar ideias relevantes.


OBS: A grande diferença entre coesão e coerência está na relação que ambas possuem com o texto, tendo a coesão uma relação mais interna e voltada para aspectos gramaticais do texto, enquanto a coerência tem uma relação mais externa e voltada para aspectos lógicos e cognitivos.


sábado, 25 de abril de 2026

Português #5 - Colocação pronominal

Olá estudante! Usar os pronomes de forma adequada é importante para a correta escrita e compreensão do texto. Os pronomes oblíquos (me, te, se, nos, vos, o(s), a(s), lhes) átonos acompanham os verbos antes deles (na próclise), após eles (na ênclise) ou no meio deles (mesóclise), seguindo algumas regras, das quais falaremos a seguir:


PRÓCLISE (Pronome antes do Verbo)

Obrigatória sempre que houver palavras no texto que atraiam o pronome para antes do verbo, a exemplo de:

Palavras de negação. Ex: Ninguém o quer aqui.

Advérbios em geral. Ex: Sempre me ocupo, aqui se come bem.

Pronomes relativos. Ex: Existem problemas que são angustiantes.

Pronomes indefinidos. Ex: Tudo se resolve, cada um me dê um abraço.

Pronomes demonstrativos: Ex: Isto me enoja.

Conjunções subordinativas. Ex: Quando lhe contar a verdade desmairás.

Orações interrogativas e exclamativas. Ex: Quem te indicou? Como te enganas!

Com gerúndios regidos pela preposição EM. Ex: Em se tratando de saúde, todo cuidado é pouco.

Em infinitivos impessoais precedidos de preposição. Ex: Não te censuro por te portares assim.



MESÓCLISE (Pronome no meio do verbo):

Ocorre apenas nos verbos escritos no futuro, tanto do presente como do pretérito. Ex: Sentar-me-ei aqui, sentar-me-ia acolá. Qualquer verbo regido de pronome oblíquo no futuro DEVE usar mesóclise.



ÊNCLISE (Pronome após o verbo):

Usada em inícios de frases. Ex: Fale-me mais a respeito.

Usada em gerúndios. Ex: Torturando-o assim, só perderá tempo.

Usada no modo imperativo. Ex: Todos vocês, sigam-me agora!

Usada em infinitivos não-flexionados. Ex: Começou a maldizê-la.











Português #4 - Uso especial de algumas letras

Olá estudante! Por incrível que pareça, não existem muitas regras em nossa língua portuguesa para a grafia de palavras, o que torna imprescindível de fato, ter hábitos regulares de leitura de artigos escritos, livros, ebooks, ou qualquer material que seja bem escrito, para assimilar aos poucos as regras complexas de nosso idioma. Mas algumas letras em especial possuem certas condições de uso que serão listadas a seguir:


USO DE Z E DE S:

- O Sufixo "OSO" e suas variações (osos, osa, osas), sempre se escrevem com S. Exs: gelatinoso, aquosa, maravilhosas, gostosos. 

- Os sufixos EZ e EZA, sempre escritos com Z, formam substantivos derivados de adjetivos. Exs: limpeza (vem de limpo), beleza (bem de belo), honradez (vem de honrado).

- Os sufixos ÊS, ESA e ISA, sempre escritos com S, indicam nacionalidade, posição social ou profissão. Exs: Holandês, milanesa, baronesa, poetisa.

- O sufixo IZAR forma verbos a partir de substantivos. Ex: Útil e utilizar, moderno e modernizar.

- TODAS as variações dos verbos USAR, QUERER e PÔR utilizarão a letra S, jamais a letra Z.

- O som de "zê" depois de ditongos é sempre escrito com S, como em sousa, causa, lousa, etc.

- Os diminutivos de palavras que já possuem S em sua escrita são escritos também com S, e não com Z, que é a letra mais usada nessa situação. Ex: japonesinho, neusinha.

- Palavras de origem árabe, como alfazema e azeite, sempre se escrevem com Z.


USO DO Ç:

A cedilha é usada em palavras de origem árabe, indígena e africana. Exs: caçula, miçanga, açougue.


USO DE X:

Após ditongos onde vem o som de X, como em frouxo, caixa e peixe. Nunca se escreve esses sons de X com CH. 

Após palavras iniciadas com "EN", como enxaguar e enxoval. Não se usa o X, apenas nas palavras encher (e suas variações), enchova e encharcar (ou qualquer derivado de charco).

Após palavras começadas com "ME" tendo o som de X em seguida, como em mexer, mexerica e mexilhão. A exceção dessa regra está na palavra mecha (de cabelo).


USO DE J E G:

O J é usado geralmente em palavras de origem africana ou indígena, como pajé, cajá, canjica. A exceção, que permite usar G, são nas palavras Álgebra e Sergipe.

A terminação GEM é sempre escrita com G, como viagem, paisagem, visagem e imagem. As exceções são nas palavras pajem, lambujem e viajem (essa última usada como tempo verbal).

Português #3 - Emprego dos Sinais de Pontuação

Olá estudante! Note, ao ler qualquer texto em nosso idioma, que ele estará repleto de sinais de pontuação dos mais variados tipos. Isso é importante para facilitar a leitura e a compreensão do texto, uma vez que entonações, estruturas e outros fatores de compreensão correta do texto estão atrelados ao correto uso dos sinais de pontuação, o que faz com que esse assunto seja abordado em vestibulares e concursos com alta frequência tendo em vista que a interpretação de texto é sempre cobrada e está ligada a este tema. A seguir, os principais sinais de pontuação e seus modos de uso em textos:


PONTO (.): É usado para indicar o término de uma oração, ou em abreviaturas que não são siglas (como o termo etc.).


DOIS PONTOS (:): Usados para anunciar e introduzir uma citação, proceder listas e enumerações, ou até mesmo indicar exemplificações ou esclarecimentos.


PONTO-E-VÍRGULA (;): Indica uma pausa intermediária, mais branda que a pausa do ponto, porém mais firme do que a pausa exercida pela vírgula, o que a torna indicada para separar: diferentes itens enumerados em uma lista (como esta de suas funções); orações simétricas entre si ou orações coordenadas que já possuem marcação de vírgula em seu interior e precisam de uma nova pausa no ritmo.


PONTO DE INTERROGAÇÃO (?): Usado no final das frases interrogativas, indicando a existência de uma pergunta no texto.


PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!): Usado em frases exclamativas, dando um tom mais sentimental e dramático ao discurso, podendo indicar também ordens em orações imperativas, além de ser usadas em interjeições.


RETICÊNCIAS (...): Indicam uma interrupção mais vaga da frase, normalmente demonstrando estados emocionais que permitem ao leitor completar o enunciado de acordo com o contexto que vem sendo introduzido anteriormente. Também indicam a supressão de uma sequência muito longa de itens para ajudar no uso racional do texto.


ASPAS (" "):  Servem para isolar qualquer parte do texto que não foi de origem do seu autor, como em falas e citações; Servem para enfatizar alguma expressão e dar uma entonação diferente ao texto; Indicam palavras novas, gírias ou neologismos no texto.


PARÊNTESES ( () ): Usados para isolar uma reflexão, um comentário, uma explicação paralela, indicando por exemplo alguma informação relevante.


TRAVESSÃO ( --- ): Indicam falas de personagens no texto quando usado apenas uma cópia, ou intercalações ou explicações dentro de uma frase quando utilizado de forma dupla, neste caso, copiando a função que os parênteses possuem.


APÓSTROFO ('): Usado na supressão de letras ou palavras, como em Pingo d'água.


HÍFEN (-): Usado para unir palavras compostas (sempre um prefixo primeiro e um sufixo em seguida) quando estas não conseguem expressar juntas uma noção de unidade, como guarda-chuva, palavras com o prefixo acentuado, como em pré-natal, pós-operatório; ligando pronomes a verbos, como em "disse-me" ou em expressões cujo prefixo termina com a mesma vogal que começa o sufixo, como em Micro-ondas.

OBS: Não deve-se usar hífen em palavras compostas que passam o sentido de unidade juntas, quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal que inicia o sufixo, ou quando o prefixo termina com uma vogal (Ex: Antiaéreo) e o sufixo começa com R ou S, que serão dobrados (Ex: Minissaia). Os termos compostos com prefixo "co" e sufixo começado em "o" não aceitam hífen, como em cooperar.



VÍRGULA (,): Marca pausas no ritmo da oração, sendo capaz de: 

- Separar termos coordenados (Ex: A poesia, a dança, a música alegram a vida);
- Separar apostos de seus vocativos (Ex: John, o líder, adiou a escolha);
- Indicar inversões na ordem esperada do texto, como lugar antes de datas ou frases iniciadas com adjunto adverbial (Ex: Durante a reunião, foi escolhido o candidato);
- Indicar intercalações de expressões explicativas, de adjunto adverbial ou de conjunção (Exs: Ele só sai da casa, por exemplo, depois da meia noite. Suas finanças, naquela época, já não estavam bem. Não posso, todavia, pagar os livros que desejo.);
- Indicar que o verbo está oculto pelo contexto do texto (Ex: Nós preferimos São Paulo e vocês, o Rio);
- Separar orações coordenadas assindéticas (Ex: Pulou o muro, atravessou a rua, escondeu-se no matagal);
- Separa orações coordenadas sindéticas, desde que não comecem por "e" e "nem" (Exs: Amo, logo insisto; Não só estuda, mas também trabalha.);
- Separa orações coordenadas sindéticas começadas por "e" e "nem" quando os sujeitos dessas orações forem diferentes ou quando se quer enfatizar algo no discurso (Exs: Horácio praticou o furto, e eu fui punido; Nem estuda, nem trabalha, nem faz nada que preste.);
- Separa orações subordinadas adverbiais (Ex: Quando a noite cai, todos saem à rua);
- Separa orações subordinadas adjetivas explicativas (Ex: O leite, que é nutritivo, faz bem à saude);

OBS: NUNCA se separa as adjetivas restritivas (Ex: as mulheres que amamentam podem passar na frente pela fila), nem as subordinadas substantivas (Ex: sabemos que o calor pode dilatar os corpos).

- Separa orações subordinadas reduzidas de suas principais quando não são transformadas em substantivas. (Ex: Chegando o carregamento, avise-me).

Uma dica para as vírgulas em provas é ver se seu uso ou a sua ausência dão um tom estranho ao que está sendo lido no texto naquele momento. Se isso acontecer, é provável que seu uso esteja errado ou seja necessário.



Português #2 - Uso dos Porquês

Olá estudante! Você já reparou ao ler algum conteúdo ou algum texto que o termo "por que" nem sempre é escrito da forma que eu acabei de escrever? Pois bem, isso se deve ao fato dessa expressão assumir formas de escrita diferentes de acordo com a sua função exercida no texto. A seguir, lhe mostrarei quais são as formas de escrita dessa expressão e quando devem ser utilizadas:


PORQUE: Quando vem escrita junta e sem acento tem o sentido dar explicação a alguma coisa, logo operando como conjunção explicativa, num sentido idêntico ao da palavra "pois". Ex: Gripei porque tomei cereno ontem;

POR QUE: Quando está escrita separado e sem acento indica motivação, até mesmo no sentido de formular uma pergunta, o que faz com que ela apareça no começo de perguntas ou no sentido de "motivo".
Exs: Por que ninguém me convidou para o jantar? Ninguém sabe por que a porta se abriu sozinha.

PORQUÊ: Quando está escrita junta e acentuada, atua como um substantivo, aceitando até mesmo artigos antes de sua escrita. Ex: Uso dos porquês. 

POR QUÊ: Quando está escrita separada e acentuada, atua como fechamento de interrogações. Ex: Ele aparou a árvore por quê?


Português #1 - Uso do Acento de Crase

Olá estudante, neste tópico você poderá ver rapidamente algumas formas de uso do acento de crase, que é um acento utilizado na língua portuguesa quando há uma contração entre duas letras idênticas (geralmente a letra "a"), que ao serem pronunciadas no discurso, acabam tendo a sonoridade de apenas uma. Então, o acento de crase funciona como uma espécie de marcador, para que o leitor entenda que há duas, e não uma, letra "a" naquele ponto do texto. Isso é gerado quando o termo anterior rege a preposição "a" e a palavra posterior aceita o artigo "a" ou "as". Vejamos a seguir os casos de uso, ou não, deste acento que costuma cair bastante em provas:



A crase deve ser usada:

- Na indicação de horário detalhado (Exemplo: Sairemos ás 14:15h);
- Antes das palavras senhora e senhorita quando atuam como pronomes de tratamento (Exemplo: Diga á senhora sua mãe que eu já fiz o que devia ser feito);
- Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda esteja oculta (Exemplo: Saiu à francesa do restaurante sem pagar nada);
- Em locuções conjuntivas e prepositivas (Exemplos: À força de muito estudar, passou no concurso);
- Em expressões adverbiais femininas, desde que não sejam de instrumento (Exemplo: à tarde, às pressas, às ocultas, à vista como forma de pagamento);
- Antes das palavras terra e casa quando mencionados de forma determinada ou de lugares que sejam substantivos femininos (Exemplos: Dirigiu-se á Campinas do Guarani; Meu avô voltou à sua terra; Voltou à casa dos pais; Verei à Bahia);
- Antes da locução "à uma" quando no sentido de unanimidade (Exemplo: À uma vontade manifestada);


A crase não deve ser usada:

- No meio de expressões com palavras repetidas, mesmo que elas sejam femininas (Exemplo: Cara a cara, boca a boca, meio a meio);
- Em expressões adverbiais femininas de instrumento (Exemplo: Raspou o cabelo a navalha);
- Antes de palavras no masculino (Exemplo: Ver a olho nu);
- Antes da palavra uma quando uma está no sentido de numeral (Exemplo: Ele esteve a uma dose do colapso);
- Antes de verbos no infinitivo (Exemplo: Começou a chorar);
- Antes de pronomes em geral, desde que não aceitem artigo, como os possessivos e senhora e senhorita (Exemplo: Falei a ela. Não contei a ninguém);
- Após preposições em geral (exceto até) (Exemplo: Nos veremos após as 16:30h);
- Antes das palavras terra e casa quando mencionados de forma vaga ou de lugares que não sejam substantivos femininos (Exemplos: Foi a Taubaté; Os marinheiros voltaram a terra; Voltou a casa tarde);


A crase tem uso opcional:

- Após a preposição até;
- Antes de nomes próprios femininos;
- Antes de pronomes possessivos femininos com posse especificada (Exemplos: Vou a/à minha casa agora mesmo);


Informática #1 - Malwares

Olá estudante! Neste tópico falaremos sobre os malwares, que são as ameaças virtuais propagáveis e de funcionalidade oculta desenvolvidas co...